O que é a taxa de esforço e quanto deve ser a minha?
A taxa de esforço é a fatia do rendimento mensal que vai para pagar créditos. O Banco de Portugal fixa um limite de referência de 45%; na prática, manter-se perto dos 35% é a zona confortável.
O que é a taxa de esforço
É a percentagem do rendimento mensal líquido do agregado usada para pagar todos os créditos — o da casa e quaisquer outros. Os bancos usam-na para avaliar se um novo crédito é comportável. Nos modelos do banco aparece como DSTI (debt service-to-income).
O limite do Banco de Portugal e a zona de conforto
A recomendação macroprudencial do Banco de Portugal fixa um limite de referência de 45% de taxa de esforço para novos créditos, em vigor desde 1 de agosto de 2026. Os bancos podem ultrapassá-lo em até 10% do crédito que concedem em cada semestre, justificando caso a caso. Mas o limite regulatório não é o mesmo que o valor confortável: na prática, manter a taxa de esforço entre 33% e 35% — idealmente abaixo dos 30% — deixa margem para imprevistos e torna a aprovação mais sólida.
Por que o número no papel não chega
Uma aprovação confortável no papel pode continuar a ser exigente no orçamento real. Conta com os outros créditos, os encargos fixos e uma margem para o inesperado. A casa não devia consumir o fôlego financeiro da família.
Como saber a sua
A calculadora de taxa de esforço da FINOVA calcula a sua em segundos, com base nestes limites. A partir daí, ajustamos o montante e o prazo ao seu contexto real.
Caso prático
Um agregado com 2.000 € líquidos por mês e uma prestação de casa de 600 €, sem outros créditos, tem uma taxa de esforço de 30% (600 ÷ 2.000). Junte um crédito automóvel de 200 €/mês e sobe para 40% — já fora da zona de conforto, ainda que dentro do limite do Banco de Portugal. (Valores de exemplo.)
Fontes

Susana Vasconcelos
- Intermediária de crédito autorizada pelo Banco de Portugal n.º 0008496
- Mais de 10 anos na banca