Taxa Fixa, Variável ou Mista: qual a diferença?
A taxa variável segue a Euribor e pode subir ou descer; a fixa mantém a prestação estável; a mista combina as duas. A escolha é entre previsibilidade e a aposta no mercado.
As três opções, em claro
Na taxa variável, a prestação acompanha a Euribor mais o spread — começa tipicamente mais baixa, mas oscila com o mercado. Na taxa fixa, a prestação fica igual durante o período contratado, ao custo de uma taxa inicial mais alta. A taxa mista combina as duas: uma fase inicial fixa e uma fase seguinte variável.
Previsibilidade ou aposta
A taxa fixa compra-lhe tranquilidade: sabe ao cêntimo o que paga durante anos. A variável expõe-no às subidas, mas beneficia das descidas. A mista é o meio-termo — estabilidade nos primeiros anos, mercado depois. Não há resposta única: depende do seu perfil de risco e do horizonte.
O que olhar além da prestação inicial
Não decida só pela prestação do primeiro ano. O que conta é como a taxa afeta a previsibilidade, o risco de subida e o custo total ao longo do prazo. Uma fixa mais cara hoje pode sair mais barata se as taxas subirem; uma variável barata pode inverter-se.
Como decidimos consigo
Simulamos os três cenários para o seu caso — montante, prazo e tolerância ao risco — e mostramos o que cada um significa no orçamento, hoje e se a Euribor se mexer.
Caso prático
Para um crédito de 200.000 € a 30 anos, à taxa de hoje (valores de exemplo):
Taxa variável: a prestação começa à volta de 890 €/mês (Euribor mais spread, TAN ~3,45%) — a mais baixa, mas sobe ou desce com a Euribor.
Taxa fixa: a prestação fica estável em cerca de 1.010 €/mês durante todo o prazo — mais alta hoje, mas sem surpresas.
Taxa mista: fixa nos primeiros anos (perto de 990 €/mês) e variável depois, a acompanhar a Euribor no fim do período fixo.
Fontes

Susana Vasconcelos
- Intermediária de crédito autorizada pelo Banco de Portugal n.º 0008496
- Mais de 10 anos na banca